Big Data

Não é à toa que estamos vivendo a chamada Era da Informação, afinal, muitos dos conceitos e tecnologias explicados até aqui proporcionaram a criação e compartilhamento de um volume de informação na casa de 3 quintilhões de bytes, de acordo com dados da IBM, sendo que aproximadamente 90% das informações foram produzidas nos últimos dois anos. Big Data, portanto, é o nome atribuído ao crescimento, disponibilidade e utilização exponenciais de informações estruturadas e não estruturadas.

O fenômeno do Big Data é tão impressionante que a própria IBM criou um centro de estudo a fim de formar novos profissionais denominados Cientista de Dados: é a Big Data University. Lá os pesquisadores tem a responsabilidade de estudar matérias como matemática, ciência da computação, além de estatística para se tornarem aptos a operar este sistema.

Não se trata apenas de armazenamento de dados como nas Data Warehouse. O Big Data se destaca justamente por ser capaz de trabalhar com muitas variáveis simultaneamente, além de leitura e renderização de imagens, em tempo mínimo e alta eficácia. O Big Data gira em torno das mudanças na forma como a informação é captada, processada e disseminada.

O crescimento da internet em velocidade surpreendente desde a década de 1990 foi o principal ingrediente para a ocorrência do Big Data. Com a internet vieram as plataformas de redes sociais que introduziram um novo paradigma de comunicação em tempo real e interação em todos os níveis da sociedade, lembre-se da geração de conteúdo pelo usuário. Foi neste cenário que a “rede mundial de computadores” se transformou em uma rede de pessoas.

Num primeiro momento o Big Data é útil às empresas ao fornecer grandes volumes de dados para gerar insights adicionais, perspectivas, correlações e tendências e, assim, fundamentar melhor as tomadas de decisão. Isso é o que os ERPs já prometiam fazer, só que agora com um combustível bem mais aditivado. As Tecnologias se beneficiam da coleta e armazenamento de dados e, em troca, fornecem a capacidade de compreender e obter valor, o que ajuda as organizações e instituições a operar de forma mais eficiente e rentável.

Entretanto as redes sociais como Facebook, Twitter e LinkedIn aprenderam rapidamente como coletar informações a respeito de seus usuários. Com isso o Big Data se tornou um bola de neve que não para mais de crescer. Em janeiro de 2011, o Fórum Econômico Mundial divulgou um relatório, que fez a seguinte afirmação: “Os dados pessoais serão o novo ‘petróleo’ – um recurso valioso do século 21. Ele vai emergir como uma nova classe de ativos tocando todos os aspectos da sociedade”.

Sendo assim, a verdadeira questão não é que está se coletando grandes quantidades de dados, mas sim o que será feito com todas estas informações. As organizações, instituições e governos precisarão ser éticos e capazes de aproveitar os dados relevantes e usá-los para tomar as melhores decisões.

O Big Data se baseia nos 5 conceitos a seguir:

  • Volume é a principal característica do Big Data. As mais diversas transações de dados armazenados ao longo dos anos, dados de texto constantemente em streaming nas mídias sociais, o aumento da quantidade de dados de sensores que estão sendo coletados, etc. O armazenamento deste imenso volume de dados não é problema, pois os custos de storage vêm caindo vertiginosamente nos últimos anos.
  • Variedade também é uma característica marcante, pois os dados são obtidos em todos os tipos de formatos imagináveis, como bancos de dados tradicionais, hierarquias de dados criados por usuários, arquivos de texto, e-mail, medidores e sensores de coleta de dados, vídeo, áudio, dados de ações do mercado e transações financeiras, etc.
  • Velocidade determina o quão rápido os dados estão sendo produzidos e o quão rápido devem ser tratados para atender as demandas. As tecnologias inovadoras buscam a manipulação dos dados em tempo real para tomadas de decisão cada vez mais assertivas.
  • Variabilidade está relacionada ao fluxo de dados, que pode ser altamente inconsistente com picos periódicos. O tempo todo vemos algum fato cotidiano gerar comoção pública e produzir picos de cargas de dados nas redes sociais. Isso é um desafio cada vez maior para gerenciar.
  • Complexidade é consequência das múltiplas origens dos dados. Para que eles sejam aproveitados é necessário vincular, correlacionar, limpar e transformar os dados de um sistema. Para isso, também é preciso conectar e correlacionar interações, hierarquias e vínculos múltiplos de informação. Governança de dados pode ajudar a determinar como os dados díspares se relacionam com definições comuns e como integrar sistematicamente os ativos de dados estruturados e não estruturados para produzir informações de alta qualidade, uteis, adequadas e atualizadas.

Muito tem sido escrito sobre Big Data e como ele pode servir como base para a inovação, diferenciação e crescimento. Um dos aspectos mercadológicos mais visíveis no momento é a criação que os especialistas chamam de micro-mercados. Em linguagem simples, significa identificar perfis de clientes que compartilham certas características e oferecer a eles atendimento personalizado. Outra subdivisão deste conceito foi chamada de Social Big Data, a qual trata dos dados obtidos através das redes sociais, mas a meu ver é um pouco redundante, afinal estas redes já são parte dos ambientes previstos para captura de informações.

Big Data também tem seu lado negativo, afinal em um ambiente onde há fartura de dados, também há fartura de comparações aleatórias inúteis. O maior obstáculo, portanto, não é tecnológico, mas humano. O profissional que lida com os dados obtidos precisa ter um perfil analítico e altamente crítico para saber aplicar as perguntas certas. Entre o imenso mar de informações, é fundamental entender muito bem o que buscar para saber interpretar os dados e formular as respostas.

 

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