SuperBowl e Marketing, oportunidades que equivalem a um touchdown

Ontem foi realizado o SuperBowl LIV entre os Chiefs e os 49ers, com vitória do time de Kansas. As jogadas de tirar o fôlego e momentos de decisão para deixar qualquer um à beira de um infarto já são comuns para quem acompanha os jogos de futebol americano da NFL. Mas quando chega a grande final da temporada, os lances de jogo acabam dividindo a atenção com outros elementos. Um deles é o show musical do intervalo, que dura 15 minutos e costuma ser um espetáculo impressionante. Este ano o palco foi dividido entre Shakira e Jennifer Lopez.

Outro ponto são os comerciais criados exclusivamente para os intervalos do jogo e que pagam 5,6 milhões de dólares por uma inserção de 30 segundos ao canal que transmite o evento, no caso de ontem a Fox. A média de público normalmente beira os 100 milhões de telespectadores, com um eventual aumento no show do intervalo. Só para efeitos de comparação, os programas de maior audiência na TV brasileira (Jornal Nacional e Novela) mal chegam a 2,5 milhões de telespectadores.

De fato, a final do futebol americano é um dos eventos televisivos de maior audiência do planeta. Considerando que se trata de um campeonato exclusivamente norte-americano, é um feito e tanto, pois nivela em números próximos à audiência da final de Copa do Mundo, que é um evento de âmbito mundial.

O ponto interessante é que o SuperBowl é um fenômeno midiático tão impressionante que até o intervalo comercial faz parte do show!!

Mas por que tantas Marcas e Anunciantes se dispõe a pagar pequenas fortunas por uma veiculação de apenas 30 segundos?

Bom, em primeiro lugar vem a tradição. O futebol americano é praticamente indissociável do dito “american way of life”. É uma relação imensamente maior do que o brasileiro tem com o futebol soccer. Os EUA literalmente para nesse final de semana para dar atenção ao SuperBowl. Só para se ter uma ideia é o evento com maior consumo alimentar do país, sendo cerca de 15 milhões de quilos de petiscos e 1 bilhão de litros de bebidas consumidas no dia.

Já falei da Audiência estratosférica e isso por si só já justifica desembolsar uma verba maior em comerciais. E aqui não conta somente a quantidade de telespectadores, mas também a qualidade, ou seja, a diversidade de público. Como o evento reúne as famílias para assistirem ao jogo, os anunciantes têm a certeza de uma audiência bem mais diversificada do que nos jogos regulares ao longo da temporada.

Um fator mais recente de atração das Marcas é o engajamento do público nas redes sociais. Em 2018, no Twitter americano, o jogo gerou 27,6 milhões de interações. De olho nesse volume imenso de audiência digital, as Marcas adotaram estratégias integradas online + offline. Com isso alguns comerciais são sincronizados com ativações da Marca nas redes sociais, potencializando ainda mais a Presença Digital. Tudo isso proporciona uma experiência indescritível aos consumidores.

O fenômeno do SuperBowl é tão grande que até no Brasil o esporte vem se popularizando. Graças à transmissão divertidíssima e didática da @mundoespn nas vozes de @everaldomarques1 e @pauloantunesoficial tanto os jogos quanto a própria final costumam ter bons índices de audiência, seja na TV, seja nas redes sociais. No já citado SB de 2018 o Brasil foi o segundo país que mais produziu conteúdo, com 1,5 milhão de conversas no Twitter. Com isso até algumas Marcas com operação no Brasil entraram no jogo. Ontem sete anunciantes veicularam comerciais nas transmissões da NFL: Motorola, Mitsubish, O Boticário, Bradesco, Mapfre, Havan e iFood. Além dos comerciais o Magazine Luiza proporcionou uma ativação divertida e interativa, inclusive liberando cupons de desconto nos intervalos do jogo.

Para os profissionais de Publicidade e Marketing fica o exemplo de como podem obter resultados ao utilizarem as mídias de forma inovadora, gerando exposição da Marca e proporcionando boa experiência ao consumidor.

SuperBowl e Marketing, oportunidades que equivalem a um touchdown
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