O Twitter morreu ou você que não entendeu?

O segmento de tecnologia, mais especificamente a internet,  certamente é uma área fértil para os “profetas do apocalipse”.  Volta e meia encontramos artigos e matérias afirmando que determinada tecnologia ou serviço digital “morreu”.  E a bola da vez é o Twitter, cujo crescimento em número de usuários estacionou nos últimos meses e, consequentemente, está sendo apontado como à beira da extinção. Mas esse fato é real ou apenas rumores infundados. Vamos analisar a questão mais a fundo.

Primeiramente é necessário tomar muito cuidado com o que se lê e ouve nos grandes veículos de comunicação. Lembre-se que o principal objetivo destes canais é vender anúncios, por isso precisam ser polêmicos, quando não sensacionalistas. Infelizmente nos grandes veículos o compromisso com a informação é relegado a segundo plano. Além disso, estes canais são generalistas por essência e poucos dele possuem jornalistas aptos a falar sobre temas muito específicos, sobretudo de tecnologia.

Isso não quer dizer que tecnologias não ficam obsoletas e caem em desuso, claro que isso acontece. Em um mundo tão competitivo como o atual é comum que dois, três ou mais fabricantes tentem emplacar simultaneamente seus produtos e serviços. Normalmente estes bens utilizam recursos proprietários a fim de criar vantagem de mercado para a marca que conseguir se impor. Nestas situações fatalmente as demais irão abandonar este nicho de mercado.

Existe também o curso natural das tecnologias. Enquanto algumas vão sendo melhoradas e incrementadas, outras chegam a um ponto final, pois alguma outra tecnologia inovadora a substituiu. Já vimos isso com a máquina de escrever, o CD, o Orkut, etc.

E por fim, existe uma condição um pouco mais difícil de compreender e até de mensurar, que é a maturação de um serviço ou produto. Atualmente as novidades da tecnologia são bombardeadas em divulgação ostensiva e conseguem milhões de  usuários em pouquíssimo tempo. Entretanto nem todos os produtos e serviços possuem um conceito de utilização em massa. Chris Anderson explica muito bem este fenômeno no livro Cauda Longa.

Determinados serviços ou produtos digitais adquirem sua maturidade ao sofrerem uma “faxina” de usuários aventureiros que aderiram apenas por modismo e não compreenderam exatamente como utilizar aquela ferramenta. Eu acredito que esta seja a situação do Twitter. E vou além, a tal faxina ainda não se encerrou, precisa limpar ainda mais a base de usuários para que o serviço fique bom.

Eu utilizo o twitter desde 2009 e ainda hoje consigo obter ótimos resultados com ele. Mas para isso é necessário entender o que se deve esperar da ferramenta. Primeiramente não se pode querer acompanhar tudo o que acontece, o Twitter é como um rádio, preocupe-se em acompanhá-lo enquanto ele está ligado e esqueça-o quando desligar.

Como ferramenta de relacionamento o Twitter pode ajudar na aproximação com profissionais de uma forma que nenhuma outra ferramenta digital consegue. Afinal não há barreiras para segui qualquer pessoa e utilizar os recursos disponíveis para iniciar um diálogo. Obviamente o bom senso deve prevalecer e de forma alguma se deve utilizar estas facilidades para incomodar quem quer que seja.

Enfim, acredito que tendo uma boa base de pessoas seguidas e sabendo selecionar bem o que se posta no Twiiter, ele ainda é um excelente canal de comunicação, seja em nível corporativo ou pessoal.

O Twitter morreu ou você que não entendeu?
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