O que esperar do Marketing Digital em 2017

Já que início de ano é época de virar a página do que não deu certo e dar foco em novas oportunidades, vamos dar esta chance também ao Marketing Digital. A primeira vez que ouvi esse termo foi em 2005 e naquela época era tudo uma grande mistureba de ações. Conforme as ferramentas e tecnologias da internet foram se desenvolvendo, trouxeram também novos conceitos e formas de aplicar o Marketing. Mas infelizmente, como toda novidade, ocorrem exageros e maus usos.

Por tudo isso acredito que 2017 será o ano em que o Digital atinge uma maturidade enquanto conceito e ferramenta de Marketing. Acima de tudo será um ponto de virada onde deixaremos pra trás o “fazer por fazer” para dar lugar ao “fazer com planejamento e foco em resultado”. Enfim, será a época de separar o joio do trigo, ou melhor, os aventureiros dos profissionais.

Com isso, levantei alguns pontos que já vieram se desenvolvendo no ano que passou e certamente tem potencial para se tornarem uma prática assertiva em2017. Minha preocupação foi explorar mais conceitos e estratégias do que ferramentas e táticas. Determinados assuntos que tem sido grande destaque no meio hypster não estão aqui, pois ainda estão em maturação e levarão ainda algum tempo para ganhar escala comercial. Vamos ao que já é viável e comprovado.

1 Mobile
Este vem sendo um dos assuntos mais quentes nos últimos anos e continua em franco crescimento. A utilização dos dispositivos móveis só cresce, ainda que sofra mudanças em COMO cresce. Digo isso porque os tablets perderam completamente a força e os watches e similares ainda estão em fase de prototipação, ao passo que os smartphones se consolidam como o dispositivo preferido.

Com isso o smartphone firma seu lugar no topo do pódio e pode ser considerado a 1ª tela. As demais telas (TV, notebook, desktop) se tornaram complementares e não mais protagonistas. Para reforçar essa tendência, temos o projeto Google AMP, que tem como objetivo melhorar (muito) a experiência de uso dos dispositivos móveis.

Dessa forma toda a Presença Digital de uma Marca, empresa, produto, serviço ou profissional deve obrigatoriamente estar alinhada aos dispositivos móveis. Isso quer dizer tanto fisicamente (layouts responsivos) quanto em termos de conteúdo. Recursos e conteúdo focado em mobile, ou melhor, dedicado a pessoas em deslocamento, faz toda a diferença. Um exemplo: buscas por voz e buscas locais.

2 Video
Este aqui também vem ocupando a lista de tendências nos últimos anos. E para 2017 pode apostar que será um dos principais expoentes. Os motivos são diversos, desde a exposição exagerada que os youtubers ganharam (e com isso conquistam mais audiência) até as novas tecnologias de transmissões ao vivo, passando obviamente pelas plataformas de streaming.

O formato vídeo proporciona um consumo de conteúdo mais fácil e mais rápido. O YouTube é a segunda ferramenta de busca mais utilizada depois do Google. As ferramentas de produção e edição estão cada vez mais acessíveis. Crianças estão ganhando dinheiro com vídeo. Precisa de mais argumentos?

3 Links Patrocinados
Este tópico andou sumido nos últimos anos, em minha opinião, por dois principais motivos. Primeiramente porque acabou o almoço grátis, Search deixou de ser aquela ação baratinha que traz bons resultados. Os custos de clique aumentaram e inflacionaram, o que é totalmente normal e esperado. Em segundo porque Social Media se tornou a menina dos olhos e com isso abocanhou as verbas antes destinadas a Search. Outros dois fatores menores também podem ser considerados: a compra de mídia automatizada e o impacto negativo das mudanças na página de resultados do Google.

Mas o mercado se equalizou em termos de custo por clique. Enquanto mídia de performance, o Facebook passou de bonzinho a vilão quando pulverizou o alcance das postagens de páginas. Independente disso, o Google não gosta de perder oportunidades e já sinaliza com mudanças em suas plataformas. Com isso os Links Patrocinados devem ganhar novo fôlego.

4 SEO
Ainda tem gente dizendo que o SEO morreu? Pois quem está morto são estes profetas do apocalipse, só que não se perceberam. SEO mais do que nunca é importante. Só eu atualmente é uma ferramenta muito mais complexa e precisa ser implementada com estratégias bem elaboradas.

Os Social Signs passam a ter um peso menor e de maneira renovada. Performance (peso X tempo de carregamento) passa a ser vital. Certificado de segurança passa a ser mais acessível. Machine learning é uma realidade, o Google não está de brincadeira com sua inteligência artificial. E por fim conteúdo. Mas vou abrir outro tópico só pra ele.

5 Conteúdo
A declaração de que conteúdo é Rei já tem pelo menos 10 nos e nesse período muitas marcas e empresas aprenderam realmente a utilizá-lo. Só que o tiro saiu pela culatra porque, com tantas entidades concorrentes produzindo conteúdo, aconteceu uma saturação sem precedentes. A metodologia do Inbound Marketing, embora seja ótima para geração de Leads e criação de oportunidades de vendas, também contribuiu para inflacionar a propagação de conteúdo. Isso sem falar dos vendedores de fórmulas mágicas com seus conteúdos tão vazios quanto sensacionalistas.

Mas conteúdo ainda é importante. É ele quem passa a percepção de que você ou sua empresa são autoridades no assunto que vende. É ele quem informa, educa, auxilia e seduz o comprador em potencial. Por isso o conteúdo precisa entrar em uma nova fase onde tenha mais conceito, seja mais objetivo e principalmente personalizado. Réguas de relacionamento pasteurizadas não funcionam mais.

6 eCommerce
Este tem sido uma figura enigmática. De um lado os grandes players apresentam crescimentos consideráveis ano a ano. De outro lado milhares de pequenos players se aventuram e se perdem antes mesmo de produzirem resultados. Isso porque estes pequenos varejistas lançaram suas operações de vendas online sem o devido preparo. Um site de eCommerce é a parte mais fácil do projeto. Meios de pagamento, gerenciamento de estoques e logística (armazenamento, despacho e entrega) são os calcanhares de Aquiles que quase ninguém se preocupa ao lançar uma loja virtual. Em meio a esse despreparo vieram os marketplaces confundir ainda mais a mente dos pobres empreendedores.

Chegou a hora de o eCommerce adentrar sua fase de maturidade e profissionalização da operação. Os quatro pilares (site, estoque, pagamento e logística) tem de ser planejados e implementados com atenção. A divulgação tem de ser constante e bem segmentada, portanto requer um plano de mídia bem elaborado.

Omnichannel também já é realidade, afinal o foco tem de ser no cliente e não no lojista. Integrar estoques de lojas online e físicas, permitir pagar online na loja física ou comprar online e retirar na loja física são algumas das possibilidades que devem ser permitidas ao consumidor.

7 eMail Marketing
O patinho feio voltou! Em todos esses (17) anos em que atuo com marketing digital o eMail Marketing foi a ação que mais sofreu. Passou pelas fases de spam desenfreado e inbound artificial, mas continua aqui. Desde que entregue um conteúdo útil e relevante (promo + educativo + informativo) e seja muito bem segmentado utilizando behavioral target e réguas de relacionamento, o eMail ainda se configura uma boa ferramenta para criar e manter relacionamentos.

8 Social Media
Ela já foi a menina dos olhos do marketing digital. Agências foram criadas unicamente com esse propósito. Campanhas foram lançadas unicamente para gerar engajamento, essa métrica tão almejada quanto mal compreendida.

Mas não estou querendo dizer que Social seja um mau investimento. É natural que novas tecnologias e ferramentas tenham seu momento inicial de encanto e deslumbramento. Depois disso, naturalmente elas se adequam á realidade. Por isso chegou o tempo de dar um sentido mais estratégico à Social Media, de modo que estas ações tragam resultados mensuráveis.

Em primeira instância, as plataformas de redes sociais são ótimos ambientes para compartilhar conteúdo, portanto elas devem ser o meio e não o fim. Outro ponto é que elas também têm bom potencial como ferramentas de Relações Públicas e Atendimento. Existem ótimos casos de sucesso comprovando isso.

9 WebAnalytics
A principal vantagem das mídias digitais sobre as eletrônicas (rádio e TV) e impressas (revistas e jornais) é que TUDO no digital pode ser mensurado com precisão. Isso significa ter dados de performance mais precisos, estimativas de tendências de comportamento mais assertivas, possibilidade de análise preditiva e transparência no ROI.

Com tantos ambientes e ferramentas digitais, o volume de dados que as pessoas imputam é astronômico. As grandes empresas já entenderam o imenso potencial que esses dados possuem. A utilização de Business Intelligence tem como função filtrar, organizar e cruzar estes dados para transformá-los em informações.

10 Growth Hacking e Sales Hacking
Apesar do nome difícil e assustador, podemos traduzir isso como foco em conversão para gerar resultados. Se estamos falando em maturidade do Marketing Digital, significa abandonar aquele modelo de fazer ações bacaninhas para adotar práticas que tragam resultados reais. Isso também significa o alinhamento entre Marketing e Vendas, com ambas as frentes trabalhando em sintonia para gerar resultados. As metodologias de Growth Hacking visam entender melhor e mais rápido os perfis de propspects e seus momentos de compra e com isso gerar resultados com maior eficácia das ações. Reparou em quantas vezes eu utilizei a palavra RESULTADOS? Não foi um vício de linguagem ou um descuido de escrita. Foi proposital. gerar resultados é a função primeira do Marketing.

E a sua marca/empresa, qual destas 10 tendências já está praticando? Qual está sendo o resultado?

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