mai 11

Nos idos de 1997 haviam dois grandes players no segmento de serviços de webmail: o Yahoo e o Hotmail, sendo que este segundo era disparado o maior expoente, com diversas inovações e facilidades para o usuário. Nesta mesma época a Microsoft dava “tiros para todos os lados” em matéria de serviços para internet com o objetivo de se firmar neste terreno ainda inexplorado. Foi com essa gana que a Microsoft comprou o Hotmail e o integrou ao seu pacote de serviços que, depois de alguns nomes, viria a ser batizado de Live.

SkypeDurante alguns anos o serviço de webmail e suas benfeitorias contínuas sempre foi uma das principais armas para as empresas conquistarem e manterem usuários. Mesmo assim, após 14 anos nas mãos da Microsoft, atualmente o Hotmail não passa de um esboço mal acabado quando comparado ao seu principal concorrente, o GMail.

De volta para 2011, vivemos uma época de enormes mudanças de paradigmas, entre elas a da telefonia, que já se desmembrou com os dispositivos móveis e agora vai migrando para a tecnologia VOIP. Nessa guerra entram as grandes operadoras de telefonia e todas as grandes empresas que desenvolvem aplicações para plataformas e dispositivos móveis. Frente a tudo isso, é desnecessário dizer que qualquer ferramenta de VOIP presente no mercado atual é uma poderosa arma contra a concorrência.

O Skype nasceu em 2003 e passou por algumas mudanças sutis ao longo do tempo, entretanto sempre foi um serviço de ótima qualidade (apesar de gratuito), confiável e transparente. Praticamente uma utopia num universo explorado por operadoras vorazes por lucros cada vez maiores. Em 2005 o Skype foi comprado pelo eBay, mas o ritmo de inovações no serviço continuou lento. Com a grande expansão do mercado mobile somada ao “perigo” que um serviço gratuito representa às grandes operadoras de telefonia, era questão de tempo para que os grandes players (Google, Apple, Facebook e Microsoft) logo voltassem seus olhares para o tímido Skype.

Quem levou foi a Microsoft e agora fica no ar a dúvida: o que será feito do Skype? A história nos mostra que a Microsoft costuma desprezar e “deixar morrer” muitas de suas aquisições. Foi assim com o HotMail, com a Real Audio, com o NetMeeting, com a ComCast, com o FrontPage…

Num cenário tão aquecido como o de telefonia, é provável que a Microsoft realmente se interesse em potencializar o uso do Skype em seus serviços on-line. O problema aí seria do choque de culturas: o Skype foi bem sucedido por ser um software livre e sua comunidade dificilmente vai migrar para os aplicativos da Microsoft.

A luz no fim do túnel pode ser o impacto que esta aquisição vai causar no mercado de telefonia móvel. Por conta do grande potencial que a tecnologia VOIP representa no universo mobile, existe uma grande probabilidade de que Apple e Google acelerem seus investimentos nessa área. Dessa forma, mesmo que a Microsoft deprecie o Skype, outras boas alternativas poderão surgir pelas mãos de seus concorrentes diretos.

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mai 05

A estrutura conceitual da internet existe desde a década de 1960, quando era utilizada pelo governo americano e por universidades, porém foi em meados de 1994 que se começou a regulamentar o ambiente onde as pessoas poderiam navegar livremente, a web.Os primeiros sites eram compostos basicamente de texto corrido, links e algumas poucas imagens. Por ser uma mídia nova, a web ainda não possuía identidade e linguagem próprias, então estes primeiros sites tentavam reproduzir no meio digital as mídias já conhecidas, como revista, jornal e livro (imagens, sons e vídeos viriam bem mais tarde).

Por ser uma novidade como ferramenta de comunicação, rapidamente a internet chamou a atenção das empresas, que enxergaram nesta nova mídia uma alternativa de baixo custo para expor suas marcas. Começaram a surgir os primeiros sites comerciais. A associação com a nova tecnologia também atraiu muitas marcas, pois era uma forma de apresentar seus produtos e serviços como “modernos” , “high-tech”, etc. A idéia pegou e no final da década de 1990 as empresas sentiam uma forte necessidade  de estar na internet, mesmo sem saber o que deveriam fazer neste ambiente.

Mais de uma década se passou, a web se consolidou como linguagem, como meio de comunicação, como mídia, como local de compras, como ambiente de trabalho e como acesso a entretenimento e relacionamento. Tudo isso aconteceu num espaço de tempo muito curto e teve uma influência muito forte nos hábitos das pessoas. A consequência é que os hábitos mudaram, as pessoas mudaram e a sociedade mudou por conta das inovações e facilidades que a internet proporcionou. Vamos ver a seguir, alguns dos novos conceitos que foram introduzidos pela web e provocaram todas estas mudanças nas pessoas e nos hábitos de consumo.

Cauda Longa
Uma das grandes vantagens trazidas pela internet, foi a eliminação dos limites físicos. Lojas de tijolo e cimento ocupam grandes espaços e pagam caro por metro quadrado. Ambientes virtuais não tem limitação de espaço e podem expor infinitos itens de consumo. Este fenômeno potencializou a exposição de nichos muito pequenos de produtos que não podem ocupar prateleiras em lojas físicas devido ao baixíssimo volume de vendas. Um detalhe interessante, é que normalmente estes produtos de micro-nichos podem ser vendidos com margens altas e possuem consumidores fiéis.

Paradoxo da Escolha
O mesmo fenômeno que proporcionou a Cauda Longa acabou por possibilitar a entrada e exposição de inúmeras marcas e variedades de produtos equivalentes. Com isso o consumidor fica indeciso diante de tanta diversidade do mesmo item e não sabe qual escolher. Agora as marcas precisam aprender a se diferenciar por fatoras mais criativos e com maior valor agregado.

xperiência do Usuário / Interação
Com a evolução da internet e das tecnologias a ela relacionadas (banda larga, vídeos, Instant Messengers, aplicativos, etc) surgiu um conceito novo para as pessoas: a interatividade. Enquanto diante das outras mídias somos meramente passivos, na web podemos interagir com sites, aplicativos, ferramentas e tudo o mais que estiver disponível. Isso gera uma experiência de uso muito mais rica e satisfatória, o que acaba por prolongar o tempo de utilização.

Geração de Conteúdo
Uma das maiores e mais encantadoras experiências saboreadas pelo usuário no ambiente digital certamente é a geração de conteúdo. Agora as pessoas não ficam só assistindo, elas podem produzir e publicar seus próprios conteúdos, sejam textos, fotos, slides, vídeos ou mesmo comentários em redes sociais e blogs.

Relacionamento / Engajamento
No início da internet ela era chamada de rede de computadores, mas hoje elas se tornou uma rede de pessoas. Se relacionar com seus semelhantes é uma necessidade natural do ser humano e a web possibilitou um crescimento exponencial deste hábito. Sendo uma entidade nesse universo, as marcas aprenderam que também podem se relacionar com seus consumidores num contexto muito mais amplo do que no paradigma procura-oferta-pagamento-entrega. Ao propiciar boas experiências e relacionamentos transparentes, as marcas conquistam consumidores engajados com seus produtos.

Inversão do Vetor de Marketing
O antigo modelo de publicidade, onde as marcas vão até o consumidor para dizer o quanto seus produtos são bons, está saturado. Os consumidores já não confiam tanto no que as marcas dizem a respeito de si próprias e buscam as opiniões e experiências de outras pessoas antes de decidir por uma compra. Com tantas ferramentas de relacionamento, quando se interessa por algum produto, agora é o consumidor quem vai atrás da marca e no ambiente em que ele prefere.

Convergência
Não só a internet evoluiu exponencialmente na última década, mas também muitas outras tecnologias como a telefonia, a televisão, a geolocalização e diversas outras. Toda esta evolução acaba por gerar o fenômeno da convergência, ou seja, todos os tipos de conteúdo que podemos consumir estão se concentrando em um único dispositivo.

Como foi apresentado, a internet trouxe consigo, num ritmo muito acelerado, uma grande revolução tecnológica que mudou radicalmente os hábitos da sociedade. No próximo artigo, vamos analisar os resultados provocados em diversos segmentos.

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