out 17

Quando Marketing e Atendimento andam em sentidos opostos

Desde 2007 o Yahoo realiza o prêmio Big Idea Chair, destinado a eleger a idéia ou campanha mais bacana e inovadora do ano, seja qual for a mídia. O evento se consolidou e tanto as grandes quanto as pequenas agências enviam seus melhores cases e estimulam a votação popular. A decisão final é tomada por um júri composto por profissionais da área.

Neste ano de 2010 o shortlist (5 finalistas) inclui a campanha Whopper Face criada pela gência Ogilvy para o Burger King. Para quem não viu, algumas lojas da rede tinham câmeras escondidas que fotografavam os consumidores no momento em que chegavam ao caixa. Enquanto o pedido era montado, o retrato do consumidor era impresso no papel que embrulha os lanches. Ao receber o pedido, o consumidor se surpreendia com seu próprio retrato impresso embrulho do lanche.

De fato a campanha é bastante criativa e arrebatou alguns prêmios no mundo da publicidade. Não é difícil que acabe levando este Big Idea Chair também. Pena que a realidade das lojas não reflita em absolutamente nada este case genial.

Todos nós já estamos mais do que acostumados aos diversos fast-foods e seu padrão de atendimento que preza pela rapidez e eficiência. Entretanto essa prática parece não ser de muita importância na rede Burger King. Os atendentes são lentos e atrapalhados, erram demais os pedidos e acabam gerando filas enormes com longos tempos de espera. A produção também é lenta, o que induz os atendentes “ganhar tempo” ignorando os clientes quando a fila anda.

Deixo bem claro que este post se baseia exclusivamente em minha própria opinião, mas tive a precaução de visitar e consumir em 6 lojas diferentes antes de me por a escrever. Em todas elas o atendimento foi péssimo.

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out 13

Recapitulando para quem não acompanhou os últimos acontecimentos. Em maio deste ano, durante a conferência dos desenvolvedores Google, foi anunciado o novo empreendimento, a Google TV. De acordo com o anúncio o sistema funciona com uma TV exclusiva a ser produzida pela Sony e um set-top-box desenvolvido pela Logitech, tudo isso amarrado pelo sistema operacional Android.

Basicamente o set-top-box traz a internet via wireless para a TV e a partir daí pode-se usar a poderosa ferramenta de busca para encontrar conteúdo, seja da própria internet, em sites como Youtube, seja de aplicativos do Android Market Place ou seja de parceiros como NetFlix e NBA que já estão preparando o direcionamento de sua programação para a Google TV.

Neste final de semana (09 / 10 de outubro) a Sony iniciou as vendas da Google TV com aparelhos de 24 a 42 polegadas mais o controle remoto que possibilita toda a interatividade. As TVs são Full HD (1080p), possuem wi-fi, 4 HDMI e 4 USB, rodam o sistema Android e o Chrome para navegação e busca. O controle remoto parece uma mistura de joystick, com um controle convencional e um teclado QWERTY. Além disso, qualquer smartphone com Android pode ser utilizado como controle remoto da Google TV. Os aparelhos já estão à venda nas lojas SonyStyle e BestBuy por preços que variam de USD 599,00 a USD 1399,00, valores similares aos aparelhos normais das mesmas características.

Existe também a rede de publicidade AdWors que já oferece recursos para anúncios em TV, mas isso fica para um próximo post.

Apesar de toda a tecnologia envolvida, essa nem é a grande novidade trazida pela Google TV, mas sim uma grande mudança de paradigma no que diz respeito a consumir conteúdo. Até então os telespectadores continuam presos às grades de programação das TVs, sejam tradicionais ou a cabo. Nos EUA o Tivo resolveu boa parte deste problema, porém existe um universo enorme de conteúdo e facilidades disponíveis na web que não estão acessíveis. Aqui no Brasil é patética a situação das operadoras de TV a cabo que não conseguem entregar os serviços e soluções que prometem em comerciais e campanhas de marketing. Os DVR disponíveis no mercado ainda são caros e complicados, por isso não pegaram.

Com a Google TV o conteúdo será consumido on-demand, quer dizer, onde, quando e quantas vezes o telespectador quiser. Esta sim é a grande mudança trazida, afinal o comportamento das pessoas mudou muito nos últimos 5 anos em virtude dos aparelhos móveis como smartphones, iPhone, iPad e mesmo os netbooks práticos e sempre conectados. Com isso, as pessoas já estão familiarizadas com o novo modo de consumir conteúdo e entretenimento e a migração para a Google TV será tranquila. O que resta agora é os produtores de conteúdo se adaptarem ao novo formato.

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